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.:PRÁTICOS NA HISTÓRIA
Nos registros de nossa civilização, do homem viajando pelas águas; a confiança na perícia dos práticos assegura a passagem das embarcações nas proximidades da costa. Nos já longínquos tempos de Abrão, há cerca de 4000 anos, na cidade de Ur (Caldéia) os práticos são citados. Na Bíblia Sagrada (27, Ezequiel), há referências, “... os teus sábios, ó Tiro, foram os teus pilotos...”, sobre práticos e o papel destes em auxiliar o navio que navega pela costa. Os Pilotos (Práticos) eram chamados de LODEMAN, expressão que significa “homem guia”; isto porque estes eram peritos no uso do “lodestone” ou “waystone”, minério magnético conhecido como imã, forma primitiva da bússola, através da qual os Práticos obtinham a indicação do Norte Magnético. A palavra Prático (PILOT) vem do holandês seguindo a composição: PIELON para sondar; LOGO piloto; e LOOT direção da profundidade.

Assim, desde o berço da civilização, a profissão de prático permanece relativamente inalterada. Hoje, os práticos oferecem o mesmo julgamento crítico e a familiaridade da interação terra, mar, e as condições meteorológicas cujos elementos se modificam constantemente, com o acompanhamento dos práticos desde o amanhecer de nossa história. Os exploradores compreenderam a necessidade dos práticos e freqüentemente empenharam suas viagens juntamente com eles. Ambos Marco Pólo e Vasco da Gama utilizaram os serviços de práticos Árabes. Esses práticos exibiam conhecimento de navegação superior e utilizavam equipamentos sofisticados, tal como o “al kamal”, precursor do “octante” e sextante, para determinar a latitude onde se encontravam as embarcações.

Marítimos em partes diferentes do mundo exibiam muitas habilidades especializadas. Os marítimos do Mediterrâneo, por exemplo, eram notáveis, os Genoveses e Venezianos foram muito influentes devido suas habilidades na navegação. Mapas das águas do Novo Mundo refletiam uma influência Italiana e Majorca-Judaica. Quando Cristóvão Colombo ancorou na pequenina Ilha de Conceição, depois de cruzar a desconhecida região ocidental do Oceano Atlântico, ele teve “Juan de la Cosa” como seu prático chefe. Este mesmo prático acompanhou também Colombo na sua segunda viagem onde também desempenhava a função de cartógrafo chefe. A Caravela “Spaniards” que explorou a costa do Atlântico Norte, o Golfo do México e costa da Florida trouxe um dos primeiros práticos, identificado como “Anton de Alaminos”, que não só ofereceu sua experiência na extensa costa, mas também a descoberta da corrente do Golfo do México. O conhecimento desta corrente foi muito importante à navegação segura de embarcações através de recifes, barras, canais, e o movimento dos bancos de areias, levando assim a estes a sabedoria da navegação em águas restritas e portos.

Por volta de 1500, os espanhóis influenciavam a navegação desde a Espanha até o Caribe. O primeiro governo espanhol e mais importante foi Santo Domingo, La Hispaniola. Mais tarde Havana, Cuba, ficou sendo o centro do governo regional Espanhol. San Juan, Puerto Rico seguia como um centro importante também. Durante aquele período, despachava-se da Espanha o serviço para as áreas sob seu controle. Faziam-se paradas em St. Augustine ao St. Helena onde embarcavam pilotos locais para orientar suas embarcações.

Práticos se organizam como instituição em uma Praticagem somente em 1515 na Grã-Bretanha.
 

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